
Que Mr. Darcy, personagem do romance clássico da nossa querida escritora inglesa Jane Austen (século XIX), é o par romântico perfeito escolhido quase que por unanimidade entre as leitoras de Orgulho e Preconceito, disso eu não tenho dúvidas... O que eu pretendia divagar (eu e meus botões, enquanto viajo de ônibus, sexta à noite, voltando da faculdade...) é sobre um sentimento que nos ocorre quando nos apaixonamos (ou quase sempre... não sou expert em relacionamentos >.<): o que pode ser chamado de incômodo ou até irritação.
Mr. Darcy, ao ser apresentado durante a narrativa, nos causa um certo sentimento de indignação, um misto de incômodo com irritação. No início de Orgulho e Preconceito, me dava vontade de "entrar" no livro e agarrar Mr. Darcy pelo pescoço. Onde já se viu tamanha insolência? Não era possível! Eu não conseguia crer que Jane iria me decepcionar tanto, nem que a Nina tivesse me inspirado em vão.Continuei a leitura muito "forçadamente", larguei durante as provas de final de semestre (2010/1) e retornei a leitura numa tarde fria, preguiçosa e de muita dor (oi, cólica! ¬¬). Certamente Jane não me decepcionou. A partir do meio do livro em diante, aproximadamente, Mr. Darcy fooi me conquistando... Algo de enigmático foi me roubando a atenção. Ao final do livro lá estava ele: Mr. Darcy, meu par perfeito número um!
E foi mais ou menos assim que meu romance mexeu comigo. Não que eu me sentisse incomodada quando o conheci, mas aos poucos algo nele me irritava e eu não entendia o porquê. Hoje compreendo que era apenas a paixão despontando no horizonte. Depois de certo tempo percebi que esta irritação era, no fundo, uma certa admiração, uma visão de mundo diferente, que mexia com preconceitos que eu tinha. Porém, percebi que ia além, pois ao nos apaixonarmos é muito fácil nos sentirmos incomodados com algum traço da personalidade, entre outras coisas. Acredito que nossa disputa (que se constitui externa e internamente) acaba aproximando e revelando traços tão semelhantes que acabam por dar um "empurrãozinho" na paixão.
Mr. Darcy, ao ser apresentado durante a narrativa, nos causa um certo sentimento de indignação, um misto de incômodo com irritação. No início de Orgulho e Preconceito, me dava vontade de "entrar" no livro e agarrar Mr. Darcy pelo pescoço. Onde já se viu tamanha insolência? Não era possível! Eu não conseguia crer que Jane iria me decepcionar tanto, nem que a Nina tivesse me inspirado em vão.Continuei a leitura muito "forçadamente", larguei durante as provas de final de semestre (2010/1) e retornei a leitura numa tarde fria, preguiçosa e de muita dor (oi, cólica! ¬¬). Certamente Jane não me decepcionou. A partir do meio do livro em diante, aproximadamente, Mr. Darcy fooi me conquistando... Algo de enigmático foi me roubando a atenção. Ao final do livro lá estava ele: Mr. Darcy, meu par perfeito número um!
E foi mais ou menos assim que meu romance mexeu comigo. Não que eu me sentisse incomodada quando o conheci, mas aos poucos algo nele me irritava e eu não entendia o porquê. Hoje compreendo que era apenas a paixão despontando no horizonte. Depois de certo tempo percebi que esta irritação era, no fundo, uma certa admiração, uma visão de mundo diferente, que mexia com preconceitos que eu tinha. Porém, percebi que ia além, pois ao nos apaixonarmos é muito fácil nos sentirmos incomodados com algum traço da personalidade, entre outras coisas. Acredito que nossa disputa (que se constitui externa e internamente) acaba aproximando e revelando traços tão semelhantes que acabam por dar um "empurrãozinho" na paixão.



